Editoria: Guia prático Resumo: A frente da embalagem vende; a lista de ingredientes e a tabela nutricional informam.

Ler rótulos não deveria exigir um curso, mas exige método. A Anvisa determina informações obrigatórias e atualizou a rotulagem nutricional para melhorar legibilidade e comparação. Em vez de procurar um único ingrediente “vilão”, comece pela necessidade real: alergia, doença celíaca, intolerância, controle de sódio ou apenas comparação entre produtos.

Um roteiro em cinco passos

  1. Leia a denominação do produto. Ela diz o que o alimento é, enquanto a marca e as frases promocionais ocupam a frente.
  2. Veja a lista de ingredientes. Eles aparecem em ordem decrescente de quantidade. Açúcar pode surgir como açúcar invertido, xarope, maltodextrina, mel ou concentrado de fruta, mas os nomes não são nutricionalmente idênticos.
  3. Procure advertências de alergênicos. No Brasil, rótulos devem declarar os principais alimentos alergênicos. “Contém leite” e “contém lactose” respondem a questões diferentes: alergia às proteínas do leite não é o mesmo que intolerância à lactose.
  4. Confira a declaração sobre glúten. Pessoas com doença celíaca também precisam considerar contaminação cruzada e utensílios compartilhados. Trigo é um dos cereais com glúten, mas não é o único; cevada e centeio também importam.
  5. Compare por 100 g ou 100 ml. Essa coluna facilita a comparação entre marcas. Observe ainda a lupa frontal para alto teor de açúcar adicionado, gordura saturada ou sódio.

O que evitar

Fontes: Rotulagem de alimentos — Anvisa; Rotulagem nutricional — Anvisa; RDC 727/2022 e alergênicos.